sábado, 3 de Outubro de 2009

Conhece as propriedades da romã?


Conhece as propriedades da romã?




Segundo especialistas, a ingestão frequente de sumo de romã reduz até 30% os riscos de ocorrência de enfarte. Mas há mais benefícios para espremer.

Texto: Pedro Lôbo do Vale (médico)



A romanzeira é um arbusto nativo do sudoeste asiático e cultivado um pouco por todo o mundo. Origina flores vermelhas que resultam em frutos com coloração externa castanho-alaranjada e cujo interior é constituído por inúmero bagos de pequena dimensão, polpa vermelha e sabor adocicado, dentro dos quais se albergam as sementes. Estes bagos podem ser consumidos inteiros ou sob a forma de sumo, isoladamente ou adicionados a várias receitas culinárias, nomeadamente o célebre licor de Grenadinas, que consiste num xarope não alcoólico, obtido a partir do sumo de romã misturado com açúcar e vulgarmente utilizado na preparação de bebidas e alguns doces.



Comum a todas as crenças e rituais é o simbolismo de fertilidade, prosperidade e riqueza associado à romã, fruto que conhece ainda e desde sempre aplicações no campo da fitoterapia.

Actualmente, em alguns países católicos do ocidente, é tradição comer romã no dia de reis. Em algumas casas, as sementes são guardadas no porta-moedas pelo período de um ano para que não haja falta de dinheiro.



Um “antibiótico natural”

A romã foi utilizada como “antibiótico natural” no tratamento de amigdalites, faringites e outras afecções da cavidade orofaríngea. As infusões obtidas a partir da casca eram empregues para tratamento de diarreias; as das raízes e troncos como vermífugas (eliminação de vermes intestinais, como a ténia) e as das sementes no tratamento de afecções oculares como a conjuntivite. Das suas sementes é também obtido um óleo com propriedades antibióticas e antiinflamatórias, considerado como tónico para o sistema neuromuscular.



Recentemente, vários estudos clínicos permitiram concluir que o consumo de sumo e extractos obtidos da polpa e casca de romã permitem reduzir o risco de desenvolvimento de doença coronária, uma vez que a acção dos seus constituintes impede a oxidação das moléculas de LDL e previne o desenvolvimento de aterosclerose.



As últimas pesquisas sugerem ainda a sua eficácia no combate à hiperplasia benigna e ao cancro da próstata e na redução do risco de desenvolvimento de osteoartrite.

As sementes de romã, contidas no interior dos pequenos bagos vermelhos, apresentam propriedades fitoestrogénicas úteis na regulação de algumas alterações hormonais e no alívio dos sintomas associados à menopausa.



Devido às propriedades anti-microbianas do sumo, o seu extracto tem vindo a ser utilizado por alguns ginecologistas no tratamento de casos de leucorreia e até mesmo no combate ao vírus do herpes genital.



Fruto vitaminado

A romã é um fruto extremamente rico, porém com reduzido valor calórico. É rica em vitaminas A e E, potássio, ácido fólico e polifenóis, de entre os quais se destacam: punicalaginas, principais responsáveis pelas propriedades antioxidantes do sumo, intervenientes na redução de processos inflamatórios (responsáveis pelo envelhecimento celular, aparecimento de doença coronária e de alguns tipos de cancro).



É de destacar o seu elevado conteúdo em vitamina C, sendo que cada romã fornece aproximadamente 40% da dose diária recomendada deste nutriente tão essencial quanto benéfico. Também o seu elevado teor em ácido fólico é importante para a saúde cardiovascular, já que este nutriente é essencial para a manutenção de níveis reduzidos de homocisteína, aminoácido que se julga associado ao desenvolvimento precoce de doença coronária.




Segundo especialistas, a ingestão frequente de sumo de romã reduz até 30% os riscos de ocorrência de enfarte. Mas há mais benefícios para espremer.

Texto: Pedro Lôbo do Vale (médico)



A romanzeira é um arbusto nativo do sudoeste asiático e cultivado um pouco por todo o mundo. Origina flores vermelhas que resultam em frutos com coloração externa castanho-alaranjada e cujo interior é constituído por inúmero bagos de pequena dimensão, polpa vermelha e sabor adocicado, dentro dos quais se albergam as sementes. Estes bagos podem ser consumidos inteiros ou sob a forma de sumo, isoladamente ou adicionados a várias receitas culinárias, nomeadamente o célebre licor de Grenadinas, que consiste num xarope não alcoólico, obtido a partir do sumo de romã misturado com açúcar e vulgarmente utilizado na preparação de bebidas e alguns doces.



Comum a todas as crenças e rituais é o simbolismo de fertilidade, prosperidade e riqueza associado à romã, fruto que conhece ainda e desde sempre aplicações no campo da fitoterapia.

Actualmente, em alguns países católicos do ocidente, é tradição comer romã no dia de reis. Em algumas casas, as sementes são guardadas no porta-moedas pelo período de um ano para que não haja falta de dinheiro.



Um “antibiótico natural”

A romã foi utilizada como “antibiótico natural” no tratamento de amigdalites, faringites e outras afecções da cavidade orofaríngea. As infusões obtidas a partir da casca eram empregues para tratamento de diarreias; as das raízes e troncos como vermífugas (eliminação de vermes intestinais, como a ténia) e as das sementes no tratamento de afecções oculares como a conjuntivite. Das suas sementes é também obtido um óleo com propriedades antibióticas e antiinflamatórias, considerado como tónico para o sistema neuromuscular.



Recentemente, vários estudos clínicos permitiram concluir que o consumo de sumo e extractos obtidos da polpa e casca de romã permitem reduzir o risco de desenvolvimento de doença coronária, uma vez que a acção dos seus constituintes impede a oxidação das moléculas de LDL e previne o desenvolvimento de aterosclerose.



As últimas pesquisas sugerem ainda a sua eficácia no combate à hiperplasia benigna e ao cancro da próstata e na redução do risco de desenvolvimento de osteoartrite.

As sementes de romã, contidas no interior dos pequenos bagos vermelhos, apresentam propriedades fitoestrogénicas úteis na regulação de algumas alterações hormonais e no alívio dos sintomas associados à menopausa.



Devido às propriedades anti-microbianas do sumo, o seu extracto tem vindo a ser utilizado por alguns ginecologistas no tratamento de casos de leucorreia e até mesmo no combate ao vírus do herpes genital.



Fruto vitaminado

A romã é um fruto extremamente rico, porém com reduzido valor calórico. É rica em vitaminas A e E, potássio, ácido fólico e polifenóis, de entre os quais se destacam: punicalaginas, principais responsáveis pelas propriedades antioxidantes do sumo, intervenientes na redução de processos inflamatórios (responsáveis pelo envelhecimento celular, aparecimento de doença coronária e de alguns tipos de cancro).



É de destacar o seu elevado conteúdo em vitamina C, sendo que cada romã fornece aproximadamente 40% da dose diária recomendada deste nutriente tão essencial quanto benéfico. Também o seu elevado teor em ácido fólico é importante para a saúde cardiovascular, já que este nutriente é essencial para a manutenção de níveis reduzidos de homocisteína, aminoácido que se julga associado ao desenvolvimento precoce de doença coronária.

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